24 de abril de 2010

QUEIMA DE ARQUIVO (destrinchando os livros pra você, nem que seja na porrada!) por Betão V. Adão Blat-Blat



INTRODUÇÃO (MAIS DO QUE) NECESSÁRIA, por Nuno Rau (da redação).

Pra começar, peço sinceras desculpas a meus amigos Pertur-Bardos e aos nossos 3,5 seguidores fiéis (3,5 porque o quarto não é tão fiel assim...). O que está sendo publicado aqui é resultado da minha desistência. Resisti o mais que pude aos apelos do Betão, mas ele é meu vizinho e, depois de perceber que os Pertur-Bardos passaram da fase do blá-blá-blá para a ação caótico-desorganizada, fazendo blog, parceria, pensando em CD, DVD, pondo a banca de camelô em qualquer lugar onde o “rapa” não passa, mudou sua atitude crítica e irônica e passou a me pedir insistentemente uma vaguinha em qualquer lugar aqui nos Pertur-Bardos. Vocês não imaginam o que é ter um marmanjo espreitando pelos corredores o tempo todo... Como ele não é um dos nossos, no dom mais criativo, performático, coletivo e amistoso da palavra, não sabia o que fazer a respeito até lhe conceder esta “coluna” fixa no blog, o que espero que meus amigos perdoem...

É preciso explicar um pouco quem é o Betão. Roberto Vladimir Adão Blat-Blat é ex-pitboy, ex-pegador de barangas no Baixo Leblon, ex-bucha da galera do colégio, ex-desocupado. Ex-desocupado porque seus pais (Vladimir Blat e Petúnia Blat, que são primos em primeiro grau, o que explica o sobrenome duplicado do rapaz e talvez outras de suas características marcantes), cansados de verem seu rebento não fazer nada pra ninguém, forçaram o rapaz a cursar uma Faculdade, qualquer uma, e aí ele se decidiu, depois de muita pressão, corte de mesada, corte da batata frita no jantar e outras represálias, pela Faculdade de Letras, por 3 motivos básicos:

a. achou que seria uma das mais fáceis, afinal o pessoal fica lendo umas baboseiras e bastaria mandar uma ‘embromation’ pra passar direto;
b. é cheia de mulher, o que lhe dava uma excitante expectativa de ficar pegando umas barangas desavisadas durante o curso;
c. os caras que cursavam “aquela merda” (segundo ele...) eram “todos viados” (segundo ele...) e aí “sobrava mulher na parada....” (segundo ele...).

O fato é que, a duras penas e ao longo de 12 longos anos ele freqüentou os corredores, lanchonetes, banheiros e (às vezes) salas de aula da faculdade – e desconfio que só “venceu” no cansaço: os professores não agüentavam mais e queriam se ver livres daquela mala que sempre se achou o máximo, o rei da cocada preta (e do quindim e da queijadinha também), o bambambã da esquina, mas nunca conseguiu ser aprovado em matéria alguma que não fosse em grupo, quando ele ameaçava os colegas caso não colocassem seu nome, mesmo ele não tendo feito nada, usando sua longa prática de pitboy. Então, acho que rolou um acordo no corpo docente e aprovaram ele em tudo com a nota mínima e agora ele está aí, com seu diploma debaixo do braço...


(Flagrante do Betão "assistindo" muito concentrado a aula de Teoria Literária)

Como se não bastasse, o cara é descendente do sábio italiano Luciano Patteta, o que deu a seus desesperados pais um sonho acalentado por anos (agora definitivamente enterrado) de que ele pudesse produzir algum pensamento que prestasse....

Enfim, formado e sem saber o que fazer, o Betão me pediu pra escrever uma coluna de crítica literária aqui no blog, porque essa zona aqui é o único lugar que aceitaria textos de quinta categoria como o dele. Deste modo, depois desta longa explicação, segue a coluna do meu vizinho. Desculpa aí, galera!


QUEIMA DE ARQUIVO
destrinchando os livros pra você, nem que seja na base da porrada!
por Betão V. Adão Blat-Blat


Caros leitoras e leitores, para felicidade de vocês estou estreando minha impressionante coluna QUEIMA DE ARQUIVO e hoje vou falar do livro “O MAL ESTAR NA CIVILIZAÇÃO” de Sigmund Freud, escrito em 1930. Esse alemão aí passou a vida inteira tratando de maluco e doidão, e não era maluco-beleza não! Como não era um deles, a única explicação é que ele queria pegar as malucas e desorientadas gostosinhas germânicas que apareciam. Pensando bem, acho que escolhi a faculdade errada, o cara é que tinha razão, mas não tenho mais saco pra aturar outro blá-blá-blá igual à Faculdade de Letras, onde só passa direto quem fica puxando o saco dos professores, ou seja, coisa de viado e mulherzinha!


(Freud em várias idades. Mas qual delas é a idade da razão?)

Voltando ao alemão espertalhão: o cara, só pra ficar passando na cara as alemãs destrambelhadas, montou todo um esquema teórico e conceitual pra ser reconhecido como grande precursor e aí poder colher os louros, quer dizer, as louras! Algo como fazer a fama e deitar na cama, e ele se dedicou muito às duas partes desta oração. Mas só enganou os trouxas do seu tempo e o montão de trouxas que apareceram depois e vivem surgindo por aí até hoje: o papai aqui ele não engana não! Nem com aquela cara barbuda de filósofo alemão! Só que a farsa dele é tão bem montada que conseguiu muitos seguidores, entre os quais alguns são tão espertos como ele, como um tal de Marcuse, mas vou deixar esse aí pra outra “Queima de Arquivo”... O lance aqui é falar de “O MAL ESTAR NA CIVILIZAÇÃO”.

Pra começar, o livro não é, como parece no título, propaganda de antiácido ou remédio pro fígado – se bem que esses alemães bebem pra caralho e estão sempre lotando as cervejarias onde as barangas vão pra serem pegas por caras interessantes, gostosos e safos como eu, algo assim como o Baixo Leblon e o Baixo Gávea aqui na minha cidade. E não por coincidência, a parte mais interessante do livro é exatamente sobre isso: o Freud (fala-se Fróid, seus ignorantes!) diz em alguma parte (que não consegui achar pra copiar aqui) que um homem só consegue suportar a realidade se estiver sempre duas ou três doses acima do normal. Ahahahahaha, vejam como era esperto este gringo do barulho. Deve ter escrito isso pensando nas aulas e professores de sua faculdade, que devem ser uns malas iguaizinhos aos daqui!

Fora isso, ele explica porque as pessoas começaram a usar roupa e manter uma certa distância uns dos outros. Segundo ele, se não fosse isso vivia todo mundo em frenéticas atividades na horizontal o tempo todo. Discordo completamente disso. Não seria só na horizontal: Freud com certeza não leu o Kama-Sutra. Estas suas teorias acabaram gerando aquela famosa frase: “Não Fróid!”, que é muito importante para a cultura do Baixo Leblon e do Baixo Gávea. Mas pra quem leu sua biografia, ele não seguiu nem um pouco a idéia da frase... Sempre desconfiei que tudo que é alemão é tarado!


(quadro de Lucien Freud, descendente de Sigmund Freud)

Betão V. Adão (agora, finalmente, da redação)


Aviso importante para as muitas pessoas que tenho certeza vão gostar de minha impressionante coluna: podem mandar comentários e pedidos de autores que gostariam que eu comente com esta minha inteligência fina. Se eu não tiver lido, claro que vai ser um saco ter que ler, pelo menos algumas linhas pra escrever isso aqui, mas Freud deve ter achado um saco também escrever aquela porrada de paginas só pra pegar umas louras....Claro que vou dar mais atenção às leitoras gostosas que mandarem foto e telefone para contato rápido....

7 comentários:

  1. Caro Nuno, é claro que está perdoado! Afinal, Roberto Vladimir Adão Blat-Blat não é apenas um grande colunista, é um teórico, detetive, pesquisador, filósofo, caçador de viadinho e mulherzinha, ou seja, pacote completo! Um novo gênio contemporâneo.
    Enfim essa farsa freudiana foi inteiramente desvendada, e é uma honra que o local escolhido pelo nosso querido Betão V. Adão Blat-Blat para essa estrondosa revelação tenha sido o nosso modesto blog dos Pertur-Bardos.
    Parabéns ao Betão V Adão Blat-Blat pela coluna.
    Parabéns ao grande Nuno pelo post, de primeiríssima! (eu bem que estava lhe achando um pouco recluso, estava aprontando essa, rs. Valeu!)

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  2. Walter, falei com o Betão sobre seu comentário generoso pensando que ele ia ficar feliz, mas ele ficou meio decepcionado. Preferia que o comentário fosse feito por uma loura, e perguntou se você não teria uma irmã pra apresentar a ele. Evitei falar na Cássia.... O Betão não tem medida...rs.
    Abração, Walter!!! Vou tentando segurar essa fera por aqui...Vamos ver o que ele aprontará nas próximas colunas!

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  3. Loira na família, Nuno, só minha filhinha adotiva quadrúpede, mas ela já é comprometida.. rs

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  4. Cássia, cuidado porque este atributo não é exatamente importante e fundamental para o Betão...Podia ser, de repente, para o Freud, mas ele já morreu.

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  5. Betão não é autêntico, mas é legítimo.

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  6. Como assim? Tipo wishki paraguaio?

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  7. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    "Betão V. Adão"
    Não, Nuno, acho que exatamente o contrário..rs

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